sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Zarattini agradece carinho e solidariedade pelo falecimento do seu pai

Emocionado, o líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores, deputado Carlos Zarattini (PT-SP)ocupou a tribuna da Câmara, nesta quarta-feira (18), para agradecer as manifestações de carinho e solidariedade feitas por vários parlamentares, de diferentes partidos, por ocasião da perda irreparável do seu pai, o ex-deputado federal Ricardo Zarattini Filho, que faleceu no último domingo.

“Quero agradecer a todos os deputados e deputadas desta Casa a homenagem prestada ontem, em nome do meu pai. Agradeço em nome da minha família e em nome de todos os companheiros que acompanharam durante a vida, a luta do meu pai”, gratulou o líder petista.



Lembrou Zarattini que a Câmara dos Deputados, espaço onde o velho Zara atuou brilhantemente num período de sua trajetória, sempre foi a paixão do seu pai. Observou o deputado que essa paixão se expressava porque a democracia manifestada na pluralidade de ideias, opinião e visão aflorava no interior do parlamento.

Zarattini disse que seu pai acreditava que muitos conflitos que afligem a sociedade, as grandes questões brasileiras, podem ser resolvidas a partir do espaço democrático do parlamento. “É por isso que todos nós continuamos apostando na democracia como única solução para o desenvolvimento brasileiro, para o progresso do nosso país, como solução para que o Brasil realmente tenha um desenvolvimento democrático, inclusivo e com soberania nacional”.

Benildes Rodrigues

Líder do PT vê chance de afastamento de Temer diante de enfraquecimento do governo

O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (19), analisou o momento político atual que considera ser desfavorável ao governo Temer por uma série de contradições e de iniciativas adotadas equivocadas e prejudiciais à sociedade brasileira. Ele reafirmou a posição da Bancada do PT de continuar trabalhando pelo afastamento de Temer e de acatamento da denúncia pela Câmara na votação prevista para a próxima semana. “Acreditamos que a chance desse afastamento é enorme”, avaliou.

Analisou o líder que o governo tem encontrado dificuldade de manter coesão na base aliada em função de muitas contradições que se “agudizaram” nos últimos tempos, agravadas pela falta de respaldo na sociedade brasileira. “Vocês viram agora nesta semana o Portaria que regulamentou – na verdade desregulamentou – a fiscalização do trabalho escravo. Uma Portaria que teve uma repercussão desastrosa e que o governo publicou com o único objetivo de atender um pequeno grupo de deputados da bancada ruralista”, ilustrou.




Ao mesmo tempo, disse o líder do PT, o governo toma medidas que desagradam o setor industrial como, por exemplo, a edição da Medida Provisória 795 que permite a importação de plataformas de petróleo e de equipamentos necessários à exploração do petróleo e gás no País. “Esta medida arrebenta não só indústria naval, mas muitas indústrias que fornecem equipamentos para exploração do petróleo. É outra medida que rompe laços com setores que apoiaram o golpe, setores da Fiesp, da CNI, que estão descontentes agora com o que está acontecendo no nosso País”, disse Zarattini.

Para o líder do PT, com todas essas iniciativas o governo vai ampliando suas dificuldades e o seu isolamento e isso repercute dentro do Parlamento. “Então, já se começa a se constituir um novo movimento, que não tem nada a ver conosco da oposição, que mantemos nossa posição, mas um novo movimento dentro da própria base do governo colocando em risco a sua sobrevivência”, avaliou.

“O governo, quando foi vitorioso na primeira denúncia, não se reorganizou e isso acumulou contradições e problemas. E hoje a gente vê que a coisa está cada vez mais estranha. Vocês vejam o caso da intervenção na Fundação Postalis, que é o fundo de pensão dos Correios, uma coisa estranha porque tinha acabado de ser nomeada uma diretoria por indicação do PSD. Uma semana depois acontece a intervenção. É lógico que se tem alguma irregularidade tem que sanar mas, abruptamente, se coloca uma intervenção e isso cria um problema dentro do PSD, com aqueles deputados que participaram dessas indicações. Então, estamos vendo esses problemas se avolumarem”.

Para o líder Carlos Zarattini, as desavenças entre Temer e Rodrigo Maia surgem exatamente dessas contradições. “Rodrigo Maia é uma pessoa que dialoga com o setor financeiro, o chamado o mercado. Esse mercado está vendo que o governo não tem condições de levar avante as suas propostas. A chamada ponte para o futuro, que nós chamamos de pinguela para o passado, coloca também para o mercado a necessidade de substituir o governo”, analisou.

Carlos Zarattini lembrou ainda que Rodrigo Maia já afirmou que não vai voltar nenhuma medida provisória enquanto não alterar o rito atual. “O rito que se propõe alterar é uma PEC que dificulta o governo na tramitação das medidas provisórias e cria mais exigências ao governo do que o rito atual”, observou.

Para o líder do PT, na votação da denúncia contra Temer em plenário, “com certeza vamos ter um número maior de votos contrários ao governo”, concluiu.

PT na Câmara




terça-feira, 17 de outubro de 2017

Homenagens ao companheiro Ricardo Zarattini


Ricardo Zarattini, pai do líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), faleceu neste domingo (15). O Partido dos Trabalhadores, suas lideranças e militantes lamentaram o falecimento, aos 82 anos, do petista e lutador histórico pela democracia e pelo povo brasileiro.

Ricardo nasceu em Campinas, foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE) e participou ativamente da campanha “O Petróleo é Nosso”. Foi também militante do PCB, do PCBR e da ALN.

Engenheiro, filiou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista e atuou nas lutas e greves dos trabalhadores pela conquista do 13° salário. Lutou contra a ditadura militar e foi preso político por várias vezes.

Exilado após troca com o embaixador americano Elbrick, Ricardo Zarattini voltou ao Brasil e lutou pela democracia, sendo preso em 78 e anistiado em 79. Em 2004, exercer o mandato de deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores.

Veja algumas das manifestações dos petistas:

“Zarattini, presente!

O Partido dos Trabalhadores presta homenagem ao companheiro Ricardo Zarattini, militante histórico do socialismo e do antiimperialismo.

Sua vida foi um exemplo de coerência e dedicação às causas do povo brasileiro, pelas quais sofreu a clandestinidade, a prisão, a tortura e o exílio, sem perder jamais suas convicções.

Nossa solidariedade a seu filho, deputado Carlos Zarattini, líder do PT na Câmara dos Deputados, aos familiares e aos muitos companheiros de luta que ele deixa. Ricardo Zarattini estará sempre presente.

Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT”



“Ricardo Zarattini, um exemplo a ser seguido

Nós, deputados e as deputadas estaduais do PT de São Paulo, expressamos profundo pesar frente à triste notícia do falecimento do companheiro Ricardo Zarattini.

Mais que um militante da esquerda brasileira, presente na linha de frente dos combates históricos como “O Petróleo é Nosso” e contra a ditadura militar, Zara, como era conhecido pelas pessoas mais próximas, sempre atuou em defesa do povo e da justiça social, defendendo seus ideias de sociedade onde quer que estivesse e frente à qualquer situação, mesmo nas mais adversas.

O país, o PT e a esquerda brasileira perderam um grande homem, um excepcional lutador e um memorável revolucionário.

Que seu exemplo de luta e compromisso popular sirva de referência para muitos, em especial diante das adversidades políticas atuais que o Brasil enfrenta.

Alencar Santana Braga
Deputado Estadual – Líder do PT”




“Adeus ao Velho Zara

Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis.

Poucas vidas mereceram tão completamente este poema de Brecht, como a de Ricardo Zarattini, que faleceu hoje, em São Paulo, com 82 anos. Até o último momento de lucidez, discutia a situação do país, propunha iniciativas e ações a todos os que o visitavam no hospital.

Entendia profundamente a gravidade do momento do alto da experiência de quase 70 anos de militância pela soberania nacional, participou ativamente como dirigente estudantil da Campanha O Petróleo é Nosso, militou por um País mais justo e pela democracia. Preso pela ditadura militar foi banido e viveu em Cuba. De volta ao Brasil, se envolveu na luta pela reconquista da da democracia e pela anistia. Foi dirigente do Partido Comunista Brasileiro e do MR-8, na década de 80 filia-se ao PT.

Foi deputado federal durante o primeiro governo Lula. Deixa seus filhos, Carlos Alberto Zarattini, deputado federal pelo PT e Mônica Zarattini, fotógrafa, além de três netas e uma legião enorme de companheiros e companheiras que compartilharam de seus ensinamentos, de sua experiência e de sua eterna juventude para com energia lutar por um Brasil soberano e justo para a maioria do seu povo”.

Antonio Donato Madormo
Vereador de São Paulo”

“Velho Zara”, vivo, sempre.

Recebi com muita tristeza a notícia da morte do meu professor querido, Ricardo Zarattini. Não pude conter as lágrimas.

O respeitado Ricardo Zarattini, nasceu em 1935, em Campinas, e desde muito cedo já era um líder, foi presidente da UEE (União Estadual dos Estudantes) de São Paulo e ainda como secundarista participou da campanha, “O Petróleo é Nosso”, que resultou na criação da Petrobras.

Engenheiro, em 1962, trabalhando na Cosipa, filiou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista e atuou nas lutas e greves dos trabalhadores pela conquista do 13° salário. Como líder sindical atuou na organização dos trabalhadores canavieiros do Nordeste.

Preso político por várias vezes, nunca desistiu da busca pela democracia e não se acovardou nem mesmo diante do golpe militar. Foi exilado após troca com o embaixador americano Elbrick. Voltou ao Brasil e lutou pela democracia, foi preso em 78, e anistiado em 79.

No início de 2004, passou a exercer o mandato de deputado federal e até seus últimos instantes de vida, lutava por um Brasil socialmente justo e soberano, inspirado no socialismo.

O “Velho Zara” era uma inspiração, e sempre me emocionava o carinho que ele tinha para com os jovens. É difícil imaginar que chegarei nas reuniões e não receberei mais a sua atenção e os seus afetos, seus estímulos. Uma ausência sem dimensão.

Mas quero, todos os dias, olhar para a sua história e ratificar meus compromissos com o socialismo, como ele, não quero me dobrar, nunca, aos atalhos e conveniências. Como ele, quero lutar sempre, mesmo quando à luta parecer impossível.

Por isso hoje quero gritar: Ricardo Zarattini vive, porque seus sonhos vivem.

Um grande abraço ao meu companheiro Carlos Zarattini, bem como a todos os familiares.

Thainara
Vereadora de Araraquara”

                                          

“É com muita tristeza e pesar que recebo a notícia do falecimento de Ricardo Zarattini, o Velho Zara, grande liderança política deste país, exemplo de brasileiro e que lutou pelo fortalecimento da nossa democracia e contra as injustiças sociais. Na Câmara Federal, fez um grande trabalho e se destacou pela defesa da soberania nacional.

Me solidarizo com todos os familiares e amigos do Velho Zara, em especial com o seu filho, Carlos Zarattini, meu amigo e líder do PT na Câmara. Que o legado de Ricardo Zarattini sirva de inspiração para as novas gerações do partido.

Marcio Macedo, vice-presidente nacional do PT”




“A União Estadual dos Estudantes de São Paulo expressa neste momento todo o pesar pela perda do valoroso companheiro Ricardo Zarattini.

Zarattini será para sempre lembrado como um histórico combatente em prol das causas populares e democráticas do nosso país.

Dentre os diversos postos de destaque que ocupou figura a presidência de nossa entidade.

Assim, seu legado e trajetória ficam marcados na UEE-SP e servirão de grande inspiração à nossa entidade, que expressa aqui toda a solidariedade à família e amigos do velho Zara.

Que a sua memória siga viva inspirando a luta, hoje tão dura, em prol de um Brasil mais justo e fraterno!

Comandante Ricardo Zarattini, presente!
União Estadual dos Estudantes de São Paulo”













Da Redação da Agência PT de Notícias

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Lula divulga nota de pesar pela morte de Ricardo Zarattini


NOTA DE PESAR

“Ricardo Zarattini foi um amigo, um companheiro e um exemplo de força e perseverança em uma vida dedicada às causas sociais e à luta por um Brasil mais justo e solidário.

Zarattini esteve do lado certo nas boas lutas do seu tempo: na campanha “O Petróleo é Nosso”, contra a ditadura militar, em outras organizações políticas e na sua militância no Partido dos Trabalhadores, sempre, até o fim, sem vacilar, lutando por justiça social.

O seu exemplo, a sua lembrança e seus ensinamentos ficam para todos que conviveram com ele, principalmente seus filhos, seus amigos, seus companheiros de militância. Nesse momento de tristeza estamos juntos em solidariedade pela perda do nosso querido “velho Zara”.

Luiz Inácio Lula da Silva”

domingo, 15 de outubro de 2017

Bancada do PT lamenta falecimento de ex-deputado Ricardo Zarattini, o Velho Zara

Nota de pesar


Hoje, o Brasil fica mais triste diante da perda irreparável de Ricardo Zarattini Filho, grande revolucionário, exemplo de brasileiro apaixonado e dedicado à construção de uma Nação mais justa e solidária. A bancada do PT na Câmara lamenta o falecimento e presta solidariedade ao nosso líder Carlos Zarattini pela triste perda do seu pai e companheiro.

Ricardo Zarattini Filho, o Velho Zara, 82 anos de idade, engenheiro e ex-deputado federal teve sua história de vida marcada pela sua militância política. Deixa um legado que teve início na sua juventude com forte participação nos movimentos sociais e nas lutas para construir um Brasil mais justo e democrático. Foram 62 anos de militância e dedicação ao País. Viajou o Brasil todo, militou do Nordeste ao Sudeste sempre buscando corrigir injustiças sociais.

Aos 16 anos, participou da campanha “O Petróleo é Nosso”, que resultou na criação da Petrobras. Em vários momentos de nossa história, Ricardo Zarattini esteve presente, atuando de forma ativa. Viveu na clandestinidade, foi várias vezes preso e barbaramente torturado. Militou no Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e, posteriormente, na Ação Libertadora Nacional (ALN).

Na Câmara dos Deputados, teve atuação brilhante e marcada pela defesa da soberania nacional.

Ricardo Zarattini deixa filhos, Carlos Zarattini, deputado federal pelo PT e líder da Bancada, e Mônica Zarattini, fotógrafa, além de três netas. Deixa uma legião enorme de companheiros e companheiras que compartilharam de seus ensinamentos, de sua experiência e de sua eterna juventude para com energia lutar por um Brasil soberano e justo para a maioria do povo.

Brasília, 15 de outubro de 2017

Bancada do Partido dos Trabalhadores – Câmara dos Deputados



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

É urgente que Câmara vote PL sobre abuso de autoridade, defende Zarattini

Fatos recentes que apontam para condutas abusivas de poder praticadas por agentes públicos levaram o líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a exigir do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que desengavete o projeto de lei (PL 7596/17), do Senado, que define os crimes de abuso de autoridade.

A proposta lista 37 ações que poderão ser consideradas abuso de autoridade, quando praticadas com a finalidade específica de prejudicar alguém ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro. Entre elas, obter provas por meios ilícitos; executar mandado de busca e apreensão em imóvel, mobilizando veículos, pessoal ou armamento de forma ostensiva, para expor o investigado a vexame.

“Esse projeto veio do Senado faz tempo e está parado na Câmara há meses. Queremos que o presidente Rodrigo Maia coloque em votação, na semana que vem, a lei de abuso de autoridade porque essa é uma prática que atinge toda a população”, alertou Zarattini, durante entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira (11).

“Estamos vendo no Brasil um verdadeiro abuso de autoridades judiciais e policiais que fazem perseguição às pessoas, às entidades ou àqueles que não têm nada a ver com política”, alegou Zarattini.

Lembrou o parlamentar que a sociedade brasileira presenciou esse excesso de poder por parte da Polícia Civil de São Paulo que invadiu, no ano passado, a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no município de Guararema, no interior de São Paulo. “Foi feita uma invasão completamente ilegal com a justificativa de que ali teria uma pessoa foragida e armas”, criticou Zarattini.



O líder Zarattini associa também à abuso de autoridade a morte recente do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Concellier. “O reitor acabou se suicidando em função da humilhação que sofreu em todo o processo que, além de prisão, o proibiu de entrar na universidade”, lamentou Zarattini a morte que chocou o país.

Outro caso observado pelo parlamentar, que revela caráter abusivo da polícia paulista, diz respeito à busca e apreensão de drogas e armas feita na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Segundo Zarattini, a polícia agiu a partir de uma denúncia anônima, sem qualquer investigação que a embasasse.

Observou Zarattini que, não logrando sucesso na ação, os policiais acabaram levando computadores e documentos que não tinham nenhuma associação com a denúncia. “Como um juiz pode determinar busca e apreensão sem nenhuma investigação, com base apenas em denúncia anônima?”, questionou.

“Não podemos concordar com o tipo de ação que a polícia, o judiciário e o Ministério Público vem praticando. Isso não pode acontecer”, condenou o líder da bancada do PT.

Benildes Rodrigues

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Câmara aprova fundo público para financiar campanhas

A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (4) a criação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, previsto no projeto de lei (PL 8703/17) que veio do Senado e foi relatado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP) na Câmara. Estimado em R$ 1,7 bilhão, o fundo público será composto por 30% das emendas parlamentares de bancada e pela compensação fiscal paga às emissoras de rádio e de TV pela veiculação da propaganda partidária eleitoral, que será extinta. O horário eleitoral gratuito será mantido. Para entrar em vigor nas eleições de 2018, o projeto precisa ser sancionado até sexta-feira (6).



O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), explicou por que o partido defendeu a criação do fundo eleitoral. “Porque sempre defendemos o financiamento público, porque sempre lutamos pelo fim do financiamento privado, seja de pessoa física ou jurídica. Mas não queremos só o financiamento público, queremos também limitar o custo das campanhas, porque hoje é cada partido que estabelece o limite e, com isso, as campanhas estão ficando cada vez mais cara, já que os mais ricos podem contribuir com quanto quiser. É preciso igualar as campanhas pelas ideias e não pela riqueza”.

O financiamento público também, de acordo com Zarattini, evita a formação de grupos milionários, como o Fundo Cívico Para a Renovação da Política, que oferece bolsas de estudo para interessados em vaga no Legislativo, do qual faz parte o apresentador Luciano Huck. “Eles estão criando este fundo para eleger aqueles que são a favor das privatizações, da Reforma da Previdência, da retirada de direitos trabalhistas, e que querem entregar as nossas riquezas”, denunciou.

Zarattini: com PSDB esfacelado, afastamento de Temer é chance “concreta”

Ao avaliar os últimos acontecimentos que dominaram a cena política, nesta semana, o líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores, Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que o esfacelamento do PSDB, aliado ao alto índice de rejeição do governo ilegítimo de Michel Temer, podem levar o plenário da Câmara a acatar a nova denúncia de obstrução de justiça e organização criminosa que pesam sobre Temer.

“O PSDB, que é o segundo maior partido da base do governo, está completamente desorganizado, destroçado, sem liderança e sem linha política”, relatou o líder a grave crise na base do governo golpista. Nesta quinta-feira (5), a retirada da Comissão de Constituição e Justiça pelo PSDB do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG), relator da segunda denúncia contra Temer, agravou a crise na base de Temer.

Segundo o deputado Zarattini, a legenda quer ficar no governo, mas os deputados tucanos, além de fazerem oposição, querem derrubar o governo. “Isso demonstra as contradições do PSDB. É uma situação completamente esquisita, esdrúxula que vai levar o partido ao destroçamento. Então, a possibilidade de ter um número maior de deputados votando a favor da aceitação da denúncia e, eventualmente, até atingir o número para afastamento do presidente é concreta”, considerou.

Observou Zarattini que a impopularidade de Temer e a proximidade do pleito eleitoral exercerão forte influência na decisão. Para ele, os parlamentares que dão sustentação ao ilegítimo, não querem embarcar numa tese que não tem aceitação da opinião pública.


“Quanto mais o governo é rejeitado pela população, quanto mais se aproxima das eleições os deputados querem se manter distantes desse governo. Evidentemente, votar a favor da rejeição da denúncia vai representar um peso na reeleição dos deputados”, avaliou Zarattini.

Reforma política
– Sobre a conclusão da votação da Reforma Política pelo plenário da Câmara, na noite de quarta-feira, o líder petista reafirmou a importância da aprovação da proposta que acaba com as coligações a partir de 2020, institui a cláusula de desempenho que vai reduzir o número excessivo de partidos existentes e estabelece tetos de gastos para as candidaturas que, na avaliação dele, reduzirá os gastos de campanha.

Teto – Lamentou o deputado o fato de o Senado ter retirado do texto o artigo que versa sobre o autofinanciamento de campanha. O item que estabelecia o valor máximo de R$ 200 mil para autofinaciamento eleitoral foi excluído. “A gente já viu, em campanhas recentes, a quantidade de candidatos milionários que jogam milhões na sua campanha. Então, tinha que ter um teto, infelizmente o Senado retirou esse teto. Nós vamos ter que ver como resolver esse problema”, enfatizou.

Destacou o líder que a Câmara conseguiu aprovar várias medidas infraconstitucionais na legislação eleitoral que vão permitir uma campanha mais democrática. Como exemplo ele citou a eliminação da chamada cláusula de exclusão por partido que não chegar ao consciente eleitoral, a aprovação do financiamento público, que vai acabar de vez com o financiamento empresarial no país. “Então, eu considero que foi uma reforma política muito boa”, comemorou Zarattini.

Benildes Rodrigues
Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Artigo: Zarattini celebra os 64 anos da Petrobras mas adverte: Temer é ameaça à empresa

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), comemorou hoje (3) os 64 anos da Petrobras, mas advertiu que a estatal, criada por Getúlio Vargas com o ‘’sangue e o suor dos brasileiros’’, corre sérios riscos sob o governo golpista Michel Temer. Ele lembrou que o presidente da empresa, Pedro Parente, é dono de uma consultoria para gestão de grandes fortunas e está fazendo a festa de grupos estrangeiros, ao fatiar e abrir mãos de ativos da Petrobras.

Zarattini observou, em artigo, que a estatal sempre gerou a cobiça de grupos estrangeiros. “E, com o governo atual, investidores externos encontraram prepostos para fazer o serviço entreguista. A Petrobras está sob ameaça e perde seu papel estratégico para o desenvolvimento nacional”.

Para o líder do PT, o fatiamento da Petrobras, juntamente com a privatização de outras estatais e de riquezas nacionais como o pré-sal, insere-se numa lógica subalterna do governo ilegítimo de Temer, que visa basicamente a destruir direitos do povo brasileiro e agradar aos interesses do setor financeiro e de grupos estrangeiros.



“O momento é crucial: ou resistimos ou vamos nos tornar uma mera colônia exportadora de matérias primas”, alertou o líder.

Leia a íntegra do artigo:

Petrobras, 64 anos: Temer é a maior ameaça à empresa


A Petrobras, uma das maiores conquistas do povo brasileiro, completa nesta terça-feira (3) 64 anos. Devemos comemorar a data, mas sabendo que hoje, com o governo Michel Temer, a empresa sofre as mais graves ameaças contra sua existência ao longo da história. Sob administração do tucano e privatista Pedro Parente, dono da Prada, empresa de consultoria para gestão de grandes fortunas privadas, a Petrobras está sendo fatiada e privatizada. Seus ativos são vendidos a preços irrisórios, fazendo a festa de grupos estrangeiros.

A estatal foi criada por Getúlio Vargas, depois da memorável campanha sob o lema “O Petróleo é Nosso”. A Petrobras custou o sangue e o suor dos brasileiros e se tornou uma das maiores empresas petrolíferas do planeta. Desde sempre, gerou a cobiça de grupos estrangeiros. E, com o governo atual, investidores externos encontraram prepostos para fazer o serviço entreguista. A Petrobras está sob ameaça e perde seu papel estratégico para o desenvolvimento nacional.

Mas a sociedade brasileira começa a reagir contra os desmandos entreguistas e antinacionais de Temer. Nesta terça, 3, no centro do Rio, haverá um ato com a participação de diversas categorias profissionais em defesa das empresas públicas e da soberania nacional. Começa com uma concentração diante do prédio da Eletrobras, outra empresa estratégica na mira privatista do governo atual e segue até o prédio da Petrobras. Os manifestantes passam também pelo BNDES, banco estatal de fomento vital para os interesses nacionais e igualmente sob ataque de Temer e da quadrilha que assumiu o Palácio do Planalto.

Outra importante iniciativa foi a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, em cerimônia realizada Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, na segunda-feira, 2. O movimento tem como objetivo promover um amplo debate sobre a agenda de privatizações do governo e apresentar uma proposta que possa garantir que os recursos naturais sejam usados no desenvolvimento nacional. A Frente também lançou um abaixo-assinado pela realização de um plebiscito revogatório das privatizações de Temer.

O ataque de Temer às riquezas nacionais e empresas públicas é o maior de nossa história. E a investida contra a Petrobras sintetiza a escandalosa política entreguista inaugurada com o golpe parlamentar que derrubou Dilma Rousseff. A empresa deve ser salva, impedindo-se e revertendo-se sua fragmentação, destruição e privatização.

É preciso restabelecer os planos de investimento da estatal, concluir as obras paradas, especialmente plataformas e refinarias. E retomar a política de conteúdo nacional e regional e de compras da Petrobras, para alavancar nossa economia, gerando empregos, renda e desenvolvimento.

A Petrobras é garantia de nosso passaporte para o futuro, assim como as reservas do pré-sal, que o atual governo praticamente doa a petroleiras estrangeiras, com o barril de petróleo vendido por menos do que uma garrafa de refrigerante. Trata-se de um dos episódios mais vergonhosos da história brasileira.

A reação de setores organizados da sociedade em defesa das empresas públicas tem importância estratégica para a defesa do futuro do País. Está em curso um verdadeiro desmonte sistemático das conquistas econômicas, sociais e trabalhistas do povo brasileiros conseguidas ao longo de décadas. É o momento de mobilização contra um governo cujo projeto principal é colocar o Brasil em liquidação, atuando a serviço dos interesses estrangeiros.

O consumidor corre o risco de pagar mais pelas contas de luz e pelos combustíveis, mas, pior do que isso, o que está em jogo é um país de extensão continental perder sua autonomia e capacidade de planejamento de desenvolvimento de longo prazo, ficando à mercê do mercado financeiro e de grupos externos.

O momento é crucial: ou resistimos ou vamos nos tornar uma mera colônia exportadora de matérias primas.

(Artigo publicado originalmente no Blg do Noblat, no dia 3 de outubro de 2017: http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2017/10/petrobras-64-anos-temer-e-maior-ameaca-empresa.html


Foto: Gustavo Bezerra 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

MP do Refis é aprovada na Câmara para atender interesse dos que apoiaram o golpe

Com o voto contrário da Bancada do Partido dos Trabalhadores, o plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira (27), o novo Programa de Refinanciamento de Dívidas Tributárias (Refis). A proposta contida no substitutivo do deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) à Medida Provisória 783/17, beneficia empresas que se encontram com dívidas junto à Receita Federal, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e à Procuradoria-Geral da União.

A proposta do governo ilegítimo de Michel Temer, em parceria com os seus aliados no Congresso Nacional, concede generosos descontos aos devedores e sonegadores. Os juros oscilam entre 50% a 90%, e as multas podem ser de até 70%. Com isso, o governo em vez de aumentar a sua arrecadação, diminui.



Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, as mudanças que os deputados fizeram no texto provocam uma perda de R$ 800 milhões nos R$ 8,8 bilhões que o governo esperava arrecadar com o programa em 2017. Cálculos da Receita, porém, indicam perda ainda maior, de R$ 5,6 bilhões. Estima-se que para 2018 as perdas atinjam a casa de R$ 2,4 bilhões.

O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), afirmou que o governo ilegítimo de Michel Temer tinha o entendimento de não fazer nenhuma modificação na medida provisória, de autoria da Receita Federal. No entanto, explicou o petista, Temer acabou negociando com os parlamentares que tinham maior interesse no assunto, e cedeu em alguns pontos.

“Nós consideramos que, dessa forma, o governo tentou amolecer o coração desses deputados para que eles não votem pela aceitação da segunda denúncia que pesa sobre Michel Temer, pelos crimes de formação de quadrilha e obstrução à Justiça”, observou o deputado Zarattini.

Benildes Rodrigues / Foto: Gustavo Bezerra